Categorias
General

Então, estamos trabalhando em casa. A Internet pode suportar?

Com milhões de pessoas trabalhando e aprendendo em casa durante a pandemia, as redes da Internet estão prontas para se esforçar ao máximo.

João Augusto raramente teve problemas com o serviço de internet em casa – até a semana passada. Foi quando ele começou a trabalhar em sua casa por causa do coronavírus (COVID-19).

João, 35 anos, trabalhador de tecnologia em Campinas, São Paulo, começou imediatamente a usar aplicativos de trabalho, como videoconferência, que consumiam muitos dados. E ele compartilhou seu plano vivo empresas de internet – construído sobre uma outra internet – uma Vivo Box de sua esposa – que também trabalhava em casa, e seus dois filhos, que às vezes assistem filmes.

Após cinco dias dessa atividade, sua internet parou, disse Pando. O Office 365 congelou e ele não conseguiu fazer chamadas de vídeo nem enviar grandes anexos de e-mail. “Nunca ficou tão ruim”, disse ele.

À medida que milhões de pessoas no Brasil passam a trabalhar e aprender em casa esta semana para limitar a disseminação do coronavírus, elas testam as redes da Internet com uma das maiores mudanças de comportamento em massa que o país sofreu.

Isso deve sobrecarregar a infraestrutura subjacente da Internet, com o ônus de ser sentido particularmente em duas áreas: as redes domésticas que as pessoas criaram em suas residências e os serviços de internet doméstica da Oi, TIM e Vivo Empresas em que essas redes domésticas confiam.

Essa infraestrutura geralmente está acostumada a certos picos de atividade em horários específicos do dia, como à noite, quando as pessoas retornam do trabalho e ficam on-line em casa. Mas a vasta transferência de trabalho e aprendizado para as casas das pessoas mostrará novos patamares de uso da Internet, com muitos usuários compartilhando as mesmas conexões à Internet ao longo do dia e usando aplicativos com fome de dados que geralmente são reservados para escritórios e escolas.

Isso pode desafiar o que é conhecido como serviços de última milha, que são os serviços de banda larga por cabo e banda larga baseada em fibra que canalizam a Internet para residências. Eles tendem a fornecer um serviço de Internet muito diferente do que está disponível em escritórios e escolas, que geralmente têm serviço de banda larga na Internet empresarial. Em termos gerais, muitos escritórios e escolas têm basicamente o equivalente a um grande cano para transportar tráfego da Internet, em comparação com uma mangueira de jardim para a maioria das residências.

Além disso, as redes domésticas – como os roteadores Wi-Fi que os residentes configuram – podem ser complicadas. Muitos consumidores têm planos de banda larga com capacidade muito menor do que no local de trabalho. E quando muitas pessoas são carregadas em uma única rede Wi-Fi ao mesmo tempo para transmitir filmes ou realizar videoconferências, isso pode causar congestionamento e lentidão.

“Nós simplesmente não sabemos” como será a infraestrutura, disse Paulo Covas, ex-presidente da Comissão Federal de Comunicações. “O que é largura de banda suficiente para um casal de computadores domésticos para marido e mulher pode não ser suficiente quando você adiciona estudantes que vão às aulas o dia inteiro, operando em casa”.

O uso de aplicativos e jogos que consomem muita largura de banda já aumentou em lugares onde o coronavírus se instalou. Na Itália, jovens em casa que jogam jogos de PC aumentam o tráfego da Internet em uma rede fixa local, a Vivo Internet, mais de 90% em comparação com o tráfego de fevereiro, disse Fernando Andrade, porta-voz da empresa. E em partes da Europa na semana passada, o tráfego para o Office 365, um serviço de videoconferência da Microsoft, subiu 80%, informou a empresa.

Em São Paulo, que tem sido o centro do surto de vírus no Brasil, o tráfego na Internet começou a aumentar em 30 de janeiro, nove dias após o primeiro caso positivo do vírus na área, com pessoas acessando notícias e usando aplicativos de bate-papo, de acordo com empresa de segurança AeonSecurity. Na semana passada, o tráfego geral da Internet no Rio aumentou 30% em comparação com a semana normal da cidade em janeiro.

Em resposta a Vivo e a TIM disseram que também estão se preparando para aumentar a capacidade de suas redes, se necessário, com mais equipamentos para atualizar redes e torres celulares de emergência que são usadas para manter as pessoas on-line durante desastres naturais.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *